quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Lendas Urbanas (Dormindo com uma alma )

Essa história é real e aconteceu com a minha mãe. Ela morava em uma pensão para moças e a sobrinha da dona da pensão, também morava lá e as duas erão muito amigas. Uma tarde de domingo as duas estavam sentadas na escada jogando conversa fora e fizeram um trato: que a primeira que morresse, viria para dormir com a outra. Mas o que minha mãe não sabia era que a moça tinha problema respiratório e já estava para morrer. Passaram-se os dias e morreu um menino que engraxava sapatos perto da pensão - que ficava um pouco afastada da cidade, no estado do Paraná. Minha mãe foi ao enterro e antes de sair, sua amiga lhe pediu: Lu, traga um santinho para mim da cidade. Minha mãe se foi e como foi tudo muito cansativo e demorado, minha mãe acabou esquecendo do pedido de sua amiga. Quando já estava chegando em casa que ela se lembrou, mas não quis voltar para buscar o santinho pois estava muito cansada. Foi quando uma das moças da pensão já vinha ao encontro da minha mãe correndo e gritando que a Zeni estrava morrendo. Minha mãe ficou muito assustada com aquilo e falou para a tia da Zeni, que havia esquecido o santinho. A tia falou que ela comprasse no dia seguinte e colocasse no caixão. E foi o que minha mãe fez. No dia seguinte, deu-se o funeral, o enterro. Depois de tudo acabado, voltaram para casa. Como as moças ficaram meio que com medo, elas se ajuntavam para durmir de duas a três no mesmo quarto. O tempo foi passando, e elas foram esquecendo. Quando foi um dia, minha mãe chegou cansada, jantou, tomou banho e subiu para o seu quarto para dormir, com a luz acesa é claro. No meio da noite, minha mãe se virou na cama e sentiu que um cabelo a incomodava. Ela empurou o cabelo e ainda com os olhos fechados ela pensou cabelo. "Mas eu deitei sozinha de quem é esse cabelo?" Quando ela abriu os olhos, sua amiga Zeni estava sentada nos pés da sua cama, olhando para o lado, com a mão apoiando o rosto e os cabelos jogado de lado. Minha mãe piscou olhou de novo e ela lá, na mesma posição. Minha mãe tentou gritar, mas a voz não saiu. Tentou lenvantar, mas não conseguiu sequer se mexer na cama. E a amiga lá. Ela olhava para a amiga e pensava: "Meu Deus, é a Zeni. Mas ela está morta. Eu joguei terra no caixão dela." Foi aí que minha mãe fechou os olhos e começou a rezar. Ela disse que rezou tudo que sabia e até o que não sabia. Depois de um certo tempo, ela abriu novamente os olhos e nada - a sua amiga falecida já havia sumido. Minha mãe pensou em se levantar e sair correndo e gritando do quarto, mas teve medo de abrir a porta e dar de cara com a amiga do lado de fora. Então prefiriu ficar quetinha aonde estava. Minha mãe fala que foi a noite mais longa de sua vida e sempre fala para a gente não faça promessa, nem tratos dessa natureza, pois senão, mais cedo ou mais tarde, você acaba dormindo acompanhada.

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